3 fatores indispensáveis para uma comunicação eficiente.

Vivemos um momento onde a fartura de informação é tamanha que um dos e maiores esforços que fazemos é tentar selecionar o que realmente é relevante para nós. Mas essa empreitada é ainda mais difícil quando temos que filtrar o que é verdadeiro do que é falso no mar de conteúdos sem uma curadoria confiável.

O que fazer para tornar nossos esforços de comunicação mais eficientes?
Essa sem dúvida não é uma pergunta fácil de responder, pois há muitas respostas possíveis considerando diversas perspectivas diferentes.

Mas neste artigo buscamos os elementos mais essenciais que de uma forma ou de outra precisam estar presentes em qualquer estratégia bem-sucedida de comunicação.

Independentemente da proporção das ações on e/ou offline de uma campanha, do perfil do público que se pretenda atingir ou se é voltada para fora ou para dentro da organização, três fatores precisam ser trabalhados adequadamente para que os resultados pretendidos sejam atingidos.

Nenhuma ação de comunicação pode prescindir do tripé – Abrangência, frequência e consistência. ”

Gosto muito da figura do tripé, pois representa a mínima estrutura possível para uma boa sustentação. Tire um pé e tudo desmorona. Mas se todas as três pernas estão integras e proporcionais temos uma forte sustentação.

Da mesma maneira, se queremos uma campanha eficiente temos que garantir o equilíbrio ideal entre esses três fatores.

Vamos entender um pouco mais o que significam.

Frequência

Visando mitigar a enorme dispersão a que somos submetidos é necessário e desejável estabelecer uma regularidade de contato com seu público. Essa é uma condição indispensável para gerar recall e aumentar as chances de ser lembrado.

Um aspecto importante a ser considerado é qual a frequência ideal para cada situação específica. Não existe uma fórmula mágica para estabelecer isso, mas certamente é preciso encontrar um equilíbrio entre a escassez e o exagero.

Mesmo no caso do inbound marketing é recomendável estabelecer uma regularidade que não seja excessiva. Inundar todos os espaços com toneladas de conteúdo pode comprometer a percepção de qualidade seletividade do conteúdo. Com isso pode-se gerar a indesejável sensação de quantidade em detrimento da qualidade o que fatalmente afasta os prospects mais qualificados e exigentes.

Numa abordagem mais outbound, também é preciso evitar o exagero, pois dele pode resultar a sensação de uma abordagem excessivamente invasiva e inconveniente. O prospect ou lead poder simplesmente rejeitar a abordagem mesmo que haja interesse no que está sendo apresentado.

A definição do equilíbrio ideal exigirá uma combinação de experimentação e bom-senso aliados ao monitoramento da resposta dos clientes, se possível obtendo feedback.

Abrangência

Todos sabemos que atualmente o nível de dispersão vem aumentando vertiginosamente, com tantas opções de acesso a informação. É muito improvável que qualquer audiência que se pretenda atingir/atrair esteja concentrada em apenas um determinado canal de comunicação. Muito pelo contrário, provavelmente estará dispersa e transitando continuamente entre diversos canais e plataformas.

Para aumentar as chances de encontrar ou de ser encontrado por seu público, a campanha precisa ser distribuída de maneira estratégica e equilibrada por estes diversos canais de comunicação.

O grande desafio aqui é ajustar a abrangência aos recursos disponíveis, pois não adianta tentar abraçar o mundo, pois ele inevitavelmente vai escapar das mãos.

A dica é: Vale mais restringir o espectro de ação e ser mais efetivo que tentar alcançar todo mundo diluindo a força de comunicação.

Entender o perfil e a jornada de seu público é fundamental para desenhar uma estratégia adequada de mídia.

Onde anda o público desejado? Quais seus hábitos de consumo de informação e mídia? Quais suas “dores” e expectativas?

Respondendo a estas perguntas é possível otimizar o escopo da empreitada e os investimentos necessários.

Consistência

A famosa história bíblica da torre de babel é uma boa metáfora para esse tópico. Não há empreitada que prospere se cada um fala uma língua diferente e ninguém se entende. O resultado é que por mais que se tente construir algo, não se chega a lugar nenhum.

Quando falamos, o tempo todo, de comunicação integrada nos referimos a vários aspectos e dentre eles a consistência é muito importante. De uma maneira simples, consistência seria um conjunto de ações de comunicação que falam a mesma língua.

É imprescindível que que todas as peças e ações “se comuniquem na mesma língua” para construir uma identidade e fixar uma mensagem de forma efetiva.

Mas o que seria falar a mesma língua? Existe aí um pouco de subjetividade, pois em comunicação falar a mesma língua pode ser algo muito simples ou muito complexo.

A forma mais direta de exemplificar isso é: Se, ao ter contato com diferentes formatos e diferentes momentos da mesma campanha, for possível reconhecê-la e perceber que estes elementos fazem parte de um todo é sinal de que há consistência.

Os elementos que dão esta unidade podem ser mais explícitos ou mais sutis e vão desde itens estéticos, a exemplo de cores, tons e grafismos utilizados até elementos mais conceituais e menos óbvios como a mensagem evidenciada de forma visual, escrita ou explorando outros sentidos.

O mais importante é que haja clareza de objetivos, uma precisa definição do público que se pretenda atingir e as expectativas dessa “persona” para que a conexão aconteça.

Frequência, abrangência e consistência. Essas três pernas compõem um tripé que sem dúvida darão robustez e impulsionarão os resultados de sua comunicação.
Planeje, aplique, teste e ajuste a suas necessidades específicas. Ao encontrar o ponto certo de equilíbrio, vai ser difícil de cair.

2017-07-13T19:30:22+00:00 Artigos, Blog|

About the Author:

Sócio-Diretor de criação da Criante, com mais de 17 anos de atuação em marketing e comunicação, Magno Santana é pós-graduado em marketing com experiências em consultoria, educação presencial e a distância e gestão de marketing.