Comunicação online ou offline? Eis a questão.

É comum lermos textos onde aparecem as palavras “online x offline”. Exatamente assim com “x” no meio. Interessante como essa letrinha traz uma mensagem tão poderosa.

Uma das formas usuais de ler este “x” é como “versus”, que irremediavelmente remete a embate, diferença, disputa, exclusão, ou é um ou é outro.

Mas as estratégias de comunicação online e offline são de fato excludentes? Elas competem entre si e são incompatíveis?

Consciente ou inconscientemente muitos que escrevem sobre o assunto trazem visões pessoais, às vezes preconceituosas e tendenciosas, em alguns casos agem de forma automática, como um ato mecânico de simples repetição de um padrão (padrão?) e outras vezes é apenas desconhecimento do assunto mesmo.

Vamos colocar em termos simples e diretos: Mídia boa é aquela que funciona!

Com inegável crescimento, importância e colecionando cada vez mais cases de sucesso, as plataformas digitais hoje gozam de uma “perigosa” unanimidade quanto a sua eficácia.

De forma nenhuma questionamos seu potencial. Até porque desenvolvemos ações de sucesso no digital. Essa revolução veio para ficar.

Mas nenhuma opção de comunicação deve ser descartada sem antes serem avaliados cuidadosamente os objetivos, expectativas de retorno e capacidade de investimento e principalmente onde está seu público alvo.

É inegável que o mundo digital se alimenta vorazmente dos conteúdos gerados pelas mídias offline. A cada escândalo político, a cada crise econômica, após aquela cena quente da telenovela a internet e as redes sociais explodem.

Isso evidencia explicitamente uma sinergia, uma interdependência em que uma plataforma se nutre da outra.

Na era da pós-verdade, pesquisas revelam que os veículos de notícias tradicionais são os de maior credibilidade e os canais digitais, em particular as redes sociais, gozam de baixíssima credibilidade.

Antes de declararmos a morte das mídias offline precisamos combinar com os russos!

Com uma frequência desconcertante grandes players digitais fazem extensas campanhas em mídias offline.

Trivago, Decolar.com, Dotz, Uber, Apple e até mesmo o Google fazem campanhas de alto impacto usando um mix de mídias surpreendentemente tradicional.

TV, Rádio, Elemídia, Outdoor, Mobiliário Urbano, Jornal e por aí vai.

Quando a poderosa Apple viu suas vendas despencarem em terras tupiniquins, graças a crise sem fim do Brasil, surpreendeu a todos com comerciais no horário nobre do jornalismo nacional. Diga-se de passagem, com comerciais produzidos nos Estados Unidos e usualmente veiculados nas redes de TV de lá.

O Trivago, o maior site de busca de hotéis do mundo, com uma operação 100% digital deliberadamente investe pesado em TV há anos e é mais que óbvio que é o monitoramento dos resultados que garante a sua permanência neste veículo “tão tradicional”.

No Sinparty 2016, evento publicitário promovido pelo SINAPRO-BAHIA, uma executiva do Twitter, a Diretora de Vendas Gabriela Comazzeto, elencou alguns de seus maiores cases de sucesso e a maioria estava ligada a ações integradas com transmissões televisivas como o Oscar.

Mas nem só de grandes anunciantes vive a publicidade offline.

Em Salvador, uma pequena doceria inaugurou sua primeira unidade e comunicou isso em alguns outdoors e peças de mobiliário urbano e pudemos ouvir de um público jovem e naturalmente conectado que a marca estava “bombando”!

A Criante tem cases interessantíssimos onde empresas que tradicionalmente faziam digital ao “ousarem” fazem uma combinação com ações offline viram seus resultados superarem muito as médias históricas e as expectativas inicias.

O que é possível afirmar com toda certeza é que as mídias chamadas tradicionais, quando devidamente utilizadas, oferecem elevada efetividade e quando associadas de forma criativa e inteligente com as inúmeras possibilidades do fervilhante mundo digital temos uma combinação imbatível com altos índices de penetração e resultados excepcionais.

A recomendação é, sempre que possível faça tudo junto e misturado! Em lugar de “versus” vamos aplicar a tradicional ideia “a união faz a força”.

Esse assunto fascinante está longe de se esgotar aqui e certamente voltaremos a ele em futuras postagens.

2017-07-11T13:48:09+00:00 Artigos, Blog|

Sobre o Autor:

Sócio-Diretor de criação da Criante, com mais de 17 anos de atuação em marketing e comunicação, Magno Santana é pós-graduado em marketing com experiências em consultoria, educação presencial e a distância e gestão de marketing.