A comoditização do marketing digital já é uma tendência e isso pode causar prejuízos para a comunicação e os resultados da sua empresa.

Como a maioria de nós já percebeu, a digitalização é um fenômeno irreversível. Serviços, processos e até produtos estão se “desmaterializando” e se transformando em algo digital.

A velocidade dessas transformações é cada vez maior e como já mencionei em outros artigos, está difícil acompanhar tudo o que está acontecendo.

É justamente por isso que há uma necessidade crescente de especialização para a realização adequada de diversos trabalhos.

Não faz muito tempo que as tarefas do marketing digital eram “feitas à mão”, de forma artesanal, extremamente trabalhosa e ineficiente. Seria impossível alcançar escalabilidade dessa maneira o que impossibilitaria a viabilidade econômica do negócio.

Além da coleta, análise e geração de relatórios, a gestão de publicações e anúncios também foi se tornando cada vez mais ampla e complexa. Lidar com a diversidade de opções de veiculação de conteúdo, desde postagens até anúncios display tornou-se outra barreira ao crescimento.

Para atender a esta demanda crescente por coleta e tratamento de informações e gerenciamento de publicação de conteúdo de forma mais eficiente e produtiva, além dos recursos nativos das plataformas como Google e Facebook, que oferecem muitas informações, mas não permitem o uso em escala, gradativamente surgiram inúmeras ferramentas que se propõem a automatizar esse processo.

Atualmente há um vasto leque de opções nacionais e internacionais que oferecem recursos muito satisfatórios para monitoramento de sites e redes sociais, publicação, gerenciamento e geração de conteúdo de forma rápida e cada vez mais automatizada. O advento dessas ferramentas facilitou e viabilizou o crescimento da base de clientes atendidos pelas agências prestadoras de serviços de marketing digital e essa escalabilidade permitiu o aumento do retorno financeiro da operação.

É aí que mora o problema.

A popularização do acesso a essas ferramentas trouxe um efeito indesejável para o processo. A comoditização dos serviços.

Não seja mais um na vala comum.

Empresas anunciantes mais maduras em suas estratégias de comunicação e marketing já perceberam que a dimensão puramente tecnológica do marketing digital não oferece mais grandes perspectivas de diferenciação o que acaba por nivelar todos os concorrentes. Afinal, todas as empresas de um determinado segmento têm acesso às mesmas ferramentas, coletar as mesmas informações, gerenciar de maneira semelhante suas ações e obter relatórios de BI muito parecidos.

É cada vez mais comum, ver agências de marketing digital com tabelas de preços de serviços baseadas em número de postagens por semana. Ora, não sejamos tolos. Isso não representa o verdadeiro marketing digital. O número de postagens, nada mais é que um meio para se chegar a um fim e nada representa se realizado de maneira padronizada e desconectada de uma estratégia.

Se qualquer empresa fizer uma busca no Google por agências de marketing digital em sua cidade e analisar os resultados, eu posso afirmar que encontrará apresentações e discursos de venda extremamente parecidos com pequenas adaptações e variações.

Expressões como aumento de geração de leadsfunil de vendas e ROI constarão em todas elas com redações e gráficos muito semelhantes.

Mas todas as agências que trabalham com o digital são iguais?

Depende. Se o critério de avaliação é exclusivamente tecnológico. Sim! Mas se usarmos a analogia do funil (outra vez!) veremos que é possível filtrar e separar o joio do trigo.

  •  Existe competência em planejamento? Muitas vão sair aqui.
  •  Tem criatividade não apenas para ideias “bacaninhas”, mas na concepção de ações integradas que gerem resultados efetivos? Outro tanto sai aqui!
  •  Há capacidade e experiência de negócios que ajudem a criar estratégias consistentes de curto, médio e longo prazos? Não sobra quase ninguém!
  •  Dispõem de conhecimentos comportamentais, psicossociais, de neuromarketing, etc. que fundamentem as propostas. Entendem de peopleware? Resta alguém???

É preciso analisar o discurso, os argumentos e a profundidade do que é apresentado. É necessário olhar além dos jargões técnicos e verificar a consistência e substância do que está sendo oferecido.

Escolha com critério.

Por isso, nesse ambiente digital, é preciso ir mais fundo e ser mais crítico no processo de seleção de uma agência para cuidar da sua comunicação. Perceba que a tecnologia por si só não é mais um diferencial e essa comoditização traz de volta para o foco aspectos fundamentais para o sucesso. “A criatividade, o talento, o conhecimento estratégico, entender de gente, a experiência e a visão de negócios nunca foram tão importantes. ”

A tecnologia precisa ser entendida e dominada, as inovações e tendências precisam ser acompanhadas e incorporadas com agilidade e discernimento, mas é necessário compreender que as ferramentas, tecnologias e plataformas digitais são apenas a base para aplicação de ideias e estratégias criativasÉ aí que residem as verdadeiras oportunidades de diferenciação e geração de resultados.

  • Cuidado com soluções fragmentadas que se baseiam em parte do conjunto de soluções como redes sociais ou e-mail marketing.
  • Atenção às empresas de tecnologia que embalam seus produtos em um discurso de marketing sem considerar os aspectos humanos e de gestão.
  • Evite a sedução das soluções fáceis, baratas e padronizadas, baseadas apenas em fórmulas repetidas por todos os players do mercado.
  • E por favor, não caia na armadilha do autoengano que insiste em se repetir: “não estou satisfeito com os resultados do meu marketing digital, mas pelo menos estou gastando pouco.”

Busque agências que tenham visão integrada e compromisso verdadeiro com o crescimento do seu negócio, no atingimento de metas e na geração de resultados reais.

Seguidores no Facebook apenas, não irão pagar as suas contas. Se é a melhoria do desempenho dos negócios que procura, escolha uma agência que consiga ir além dos procedimentos padrão e que não repita e aplique de maneira rasa o vocabulário técnico. Busque uma agência que não siga as tendências sendo mais uma na multidão, mas que antecipe e até questione as regras estabelecidas em busca de resultados exponenciais.

“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências. ”

Pablo Neruda

2017-11-14T10:19:32+00:00Artigos, Blog, Noticias|

Sobre o Autor:

Sócio-Diretor de criação da Criante, com mais de 17 anos de atuação em marketing e comunicação, Magno Santana é pós-graduado em marketing com experiências em consultoria, educação presencial e a distância e gestão de marketing.
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