Este é o segundo artigo da série sobre inovação.

Millennials, disrupção, algoritmos, fintechs, mindset, unicórnios. IOT, startups, inteligência artificial, desmaterialização, big data…

Acima, listei apenas algumas das palavras ou expressões que fazem parte do vocabulário corrente do século XXI e dos temas ligados a inovação. Se você ainda não conhece ou não compreende razoavelmente seus significados e implicações é melhor se preocupar.

Querendo ou não, muitas dessas expressões entrarão no cotidiano das empresas mais cedo ou mais tarde e é melhor ir aprendendo o que significam para não ser pego de surpresa.

Mas se transformar em um dicionário ambulante de termos da moda não basta.

A complexidade do novo ambiente de negócios exige uma revisão do modus operandi (será que é muito antigo usar latim?) das organizações, pois não se trata apenas de aprender algo novo, mas de fazer as coisas de uma nova maneira e mais importante, uma nova forma de pensar… Um novo mindset.

Um dos grandes desafios para pessoas e empresas não é tecnológico, é desaprender o passado. Não é consertar o que se fazia, é construir o futuro.

Nenhuma organização, por maior que seja é capaz de dominar todos estes assuntos. Nem é preciso dizer que para lidar com tantas variáveis e sua dinâmica alucinante as empresas precisam construir parcerias sólidas que aportem conhecimento específico em áreas que não são o seu core business.

O modelo de negócios emergente pressupõe um ecossistema de parcerias que precisa ser equilibrado e todos os players envolvidos tem que estar engajados e motivados. Isso só é possível através do entendimento da importância de cada fornecedor e de suas especialidades na conquista dos resultados.

No novo século, a antiga visão centralizadora e controladora, tem de ser substituída por uma atitude de colaboração e confiança onde todos se beneficiem.

É cada vez mais comum encontrar as respostas para os maiores desafios fora da empresa, em parceiros com expertise complementar que atendam às necessidades específicas.

Só uma verdadeira postura do tipo ganha-ganha conduzirá a resultados exponenciais.

Segundo Jesper Andersen, profissional de origem dinamarquesa com robusta experiência em tecnologia e inovação respaldado por muitos anos de atividade no Brasil. Em nosso país, ao primeiro sinal de problemas, as empresas costumam focar em cortar custos ao invés de investir em inovação.

No que diz respeito a comunicação e marketing esse raciocínio não é diferente. Em lugar de estreitar as parcerias com suas agências e buscar estratégias inovadoras, mesmo com uma farta disponibilidade de informações e cases de sucesso, as empresas brasileiras, com raras exceções, tendem a ir na contramão do que seria correto e delapidam desastrosamente o que já construíram em termos de imagem, marca e mind share.

Abordei um pouco desta questão no artigo: “Por que muitas empresas desprezam a comunicação, mesmo arriscando o próprio negócio?

Não que essa medida seja exclusiva do Brasil, a questão é que aqui, por razões culturais esse é quase sempre o único caminho vislumbrado. Muitas vezes essa atitude só piora a situação, fragilizando ainda mais as empresas e com o agravante de não as preparar e fortalecer para superar as dificuldades e colher os frutos pós-crise.

A comunicação do século XXI é cada vez mais digital e interconectada, isso a torna mais complexa em todas as suas etapas. Desde o briefing e a concepção até a realização e gerenciamento. Também são necessárias novas competências e mais especialização sem contar os investimentos necessários em inúmeras ferramentas que surgem a cada dia.

Mas não podemos perder de vista que apesar de toda a aura de ficção científica dos dias atuais, tudo ainda acaba no ser humano e sem um profundo conhecimento desse bicho complicado, nenhuma tecnologia vai dar bons resultados. Por isso é preciso valorizar não só as competências digitais, mas também as habilidades relacionadas ao comportamento e as emoções.

Leia o artigo em nosso blog que aborda esse assunto: “5 dimensões da comunicação que resistem ao tempo e às tecnologias.

“As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.”

Philip Kotler