Acredita-se que a publicidade é um termômetro da economia. E o que agrava mais a questão é o forte efeito manada que normalmente acontece.

Muito do processo de decisão é baseado em perspectivas e percepções, pesa o emocional e geralmente negligenciam-se os estudos objetivos que mostram os riscos de não comunicar durante as crises.

Se as perspectivas de negócios são ruins, antes mesmo que se concretizem, a primeira área a sofrer cortes é a publicidade e se as perspectivas melhoram, adivinhem… Antes mesmo que se concretizem retomam-se os investimentos (bem, nem sempre. Rsrsrs).

Desta vez não foi diferente. Contrariando as percepções, segundo levantamentos da Kantar Ibope Media, em 2018 o número de anunciantes cresceu em 10%, cerca de 95 mil empresas anunciaram dos quais 34 mil eram novos anunciantes.

Isso em um ambiente econômico e político muito conturbado e instável, talvez como prenuncio das expectativas que estavam por vir.

Junta-se a isso o estudo Marketing Compass® que contou com o apoio da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) e identificou que os anunciantes estão otimistas e pretendem aumentar seus investimentos em marketing este ano de 2019.

Em 2018 Cerca de 1.040 novas campanhas foram veiculadas para a TV aberta apenas em São Paulo. Sim TV!

Para Edmar Bulla, CEO da Croma e responsável pelo estudo Marketing Compass®, em 2019 a palavra de ordem é “crescimento” e vem acompanhada de esperança, mesmo com alguma incerteza. Nesse contexto, 79% dos executivos disseram estar realistas e confiantes para os investimentos em marketing e comunicação.

As previsões sinalizam que a curva de retomada da economia será lenta e gradual, e especialistas alertam que é preciso agir agora. Não será fácil, mas esperar pode ser fatal pois não adianta tentar surfar na onda quando ele começar a quebrar.

Mas não basta fazer o que sempre fizeram, é preciso que as empresas anunciantes se reinventam e se resinifiquem, num mix multiplatarformas com estratégia, inteligência, criatividade e de preferência uma boa dose de empatia, pois agora o processo é em mão dupla e a voz do consumidor agora pode ofuscar a voz das marcas. Façamos portanto, uma comunicação que traduza mais verdade e crie uma conexão mais profunda com o público.