Um Facebook mais amigo!?

Calma não é o que você está pensando.

A maior rede social do planeta mudou seu algoritmo e isso pode influenciar os resultados da comunicação da sua empresa.

O novo algoritmo pretende priorizar “conteúdo relevante” em detrimento do conteúdo de marca e notícias.

Família e amigos primeiro!

O conteúdo publicado por amigos e familiares terá mais destaque e a aparição orgânica de conteúdos comerciais e noticiosos será reduzida.

Esse novo caminho terá impacto sobre as estratégias de comunicação digital e forçará mudanças de rumo para as empresas.

Uma justificativa de Zuckerberg para a iniciativa foi um estudo acadêmico que concluiu que a rede social só é boa para o bem-estar dos usuários se eles a usam para se “conectar com pessoas que realmente se importam”.

Mais influência para os influenciadores.

Um reflexo direto, mas não o mais importante, será a necessidade de aumento da publicidade impulsionada. O que realmente vai mudar é o aumento da importância de estratégias criativas e que gerem engajamento e sem dúvida o poder dos influenciadores.

Identificar e compreender a audiência que se pretende acessar será ainda mais vital e selecionar influenciadores que estejam alinhados aos valores e a mensagem da empresa também.

Vai dar mais trabalho.

Mas não basta ter influenciadores adequados. A devida integração do conteúdo da marca, seus produtos e/ou serviços ao conteúdo do influenciador será a linha de corte entre o sucesso e o fracasso de muitas ações de comunicação.

Isso significa maior inteligência e criatividade agregada ao processo em lugar dos já desgastados scripts de gestão de conteúdo.

Há perdas e ganhos.

Apesar de dificultar a vida das empresas e pressionar um aumento dos investimentos, há efeitos diversos nessa mudança, alguns bons, outros maus. As famigeradas Fake News provavelmente serão beneficiadas enquanto os veículos sérios serão preteridos pelo novo algorítimo.

Esse problema tem rendido duras críticas ao Facebook e outras redes sociais pelos efeitos negativos que sua influência vem causando na sociedade em todo o mundo.

O viés positivo talvez seja o de mostrar a parte do público a necessidade de eleger canais confiáveis de informação fora das redes sociais, pois a estas não cabe este papel.

Como já mencionei em artigo anterior sobre a comoditização do marketing digital, cada vez mais se faz necessário um trabalho profissional, estratégico e complexo de gestão da comunicação digital.

Recentemente Zuckerberg declarou que sua missão para este ano é “consertar” o Facebook. Isso em virtude das várias questões em que a rede social tem se envolvido associados ao vício de usuários, influencias em eleições, aumento das rivalidades entre grupos de opinião, etc.

Curiosamente, há uma expectativa de redução do tempo dos usuários na rede social, mas que seria compensada pela melhor qualidade e aproveitamento do tempo gasto lá. Pelo menos é nisso que a empresa aposta.

Precisamos ser mais protagonistas que espectadores.

As redes sociais são um experimento recente na sociedade humana, seus rumos  e desdobramentos ainda estão se desenrolando e sendo compreendidos.

O que poderá surgir disso tudo ainda é uma incógnita.

Mas não podemos apenas esperar para ver, precisamos ser protagonistas desse processo e discuti-lo mais intensamente, tomando posições e estimulando ações que contribuam para o aprimoramento desse ambiente ainda tão incipiente e turbulento.

“A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro. ”

 John F. Kennedy

2018-01-18T09:31:50+00:00Artigos, Blog, Noticias|

Sobre o Autor:

Sócio-Diretor de criação da Criante, com mais de 17 anos de atuação em marketing e comunicação, Magno Santana é pós-graduado em marketing com experiências em consultoria, educação presencial e a distância e gestão de marketing.
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